quinta-feira, 16 de julho de 2015

Jasmim do meu jardim

Morena minha
Que sorri pelos olhos
E ama pelo ventre
Pensa que é gente
De toda essa gente
Mal sabe que és minha
Toda minha
Menina, do sorriso amarelado
cabelo embaraçado
Tudo que diz vira verso e poesia
Contradiz as minhas rimas
abraça meu gingado
Tem poder do meu abraço
Entusiasmo e espasmos
Quero outra vida
Só pra poder te ver de novo
É pouca vida pra muita prosa

Conversa a fora
Me despeço, com coração na mão e peço:
Não me deixe no meio dessa gente
Que não sabe o que é viver
O que seria do meu eu
Sem teus versos e retrocessos?
Pobre de mim sem teu jasmim
Para alegrar minha mais bela flor



                         

Malandro



Malandro, teu jeito
Sem jeito, apanho
Com cada gesto derreto
Minha garganta arranho
Me perco no teu aconchego
Sinto medo do apego
Que é esse meu receio
De te virar no avesso


      

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Duas doses

Talvez a vida seja isso, você tem somente duas opções: Conhecer pessoas e se decepcionar com elas ou conhecer pessoas e sentir dó delas.
Ao pensar em todas pessoas que conheci sinto uma crise de desespero e agonia, é um sentimento que faz o corpo ficar bambo e o olhos transbordarem.

À vezes desespero por ter perdido a maioria delas, daquelas que te marcam por um momento e nem elas sabem disso, mas partem cedo...E às vezes bate a agonia, de ter conhecido pessoas tão pobre de espírito.
O que mais me emputece é a dificuldade que as pessoas tem de assimilar e reconhecer as coisas com o passar do tempo, tudo perde a graça e sempre estão em busca de algo novo, esse é o problema já que a velharia sempre me atraiu.


O bizarro é que se queixam de tudo, mas quando paro para analisar cada uma delas mais a fundo, percebo que geralmente defecam e comem a própria merda... E isso meu querido (a), é o que torna a vida mais engraçada e empolgante. Gosto de andar por aí descobrindo egos, desde os mais insanos até os mais atraentes, e quando tenho oportunidade, esmago aqueles mais medíocres, simplesmente pelo fato de merecerem. Só abrimos os olhos a base de porradas...

De todas as vezes que me envolvi, seja por uma noite, um romance ou um amor, eu sempre acabo sorrindo no final. Primeiro vem as lágrimas, depois a superação, a rejeição e quando me deparo com as mesmas pessoas lá na frente, eu gargalho...Gargalho por não terem valorizado a velharia, por terem saído em busca do novo e terem tropeçado no orgulho no meio do caminho.


Não tenho me envolvido ultimamente, mas tenho conhecido homens bem interessantes, cheios de personalidade e belezas exóticas... Converso por horas, mas no final é sempre a mesma história. Creio que compartilho de minha sabedoria e valores em vão, pois no final todos acabam como desconhecidos. Não me refiro à sexo, até porque o perfume do cérebro sempre me atraiu mais.

No fundo a maioria gostam mesmo de mulheres sem fibra, sem valores, sem objetivos e que geralmente os mastigam de forma bruta, severa e sem pudor, gostam é daquelas que atingem o ego, que os fazem sangrar.

Também tem aqueles casos raros que apreciam a mulher de valores incríveis, de personalidade forte e independente, porém acabam estragando tudo no final por sua mania maldita de pensar com a cabeça de baixo, jogam toda uma vida por aventuras e desventuras e depois se lamentam pelo leite derramado.


Homens, valorizem quem quer ficar ao teu lado, valorize a mulher que vocês dizem amar, demonstrem, enlouqueçam de amores e prezem a fidelidade, pois se tens uma mulher dessa, uma vez que se perde, dificilmente ela volta.
Particularmente ainda me sinto forte, reconheço que tenho personalidade pra mais de metro e talvez isso assuste. Sou totalmente o oposto e o desconhecido. É fácil ser bonito, elegante, bem sucedido e ter um corpo apetitoso, difícil é ter uma mente que me faça delirar, estremecer, amar...


Por isso bebo, bebo para esquecer toda essa gente pequenez, bebo para escrever e compartilhar com vocês minhas desilusões e desamores, bebo para causar o caos na mente das pessoas e principalmente na minha. No final, eu gosto de todo esse caos e revolta, é o que me estimula, é o que me mantém, a dor é a alma de todo poeta.

E se me perguntares para escolher entre o álcool que massageia meu ego mais profundo e o homem que massageia o mais raso, a resposta é simples e curta:

- Desce mais duas, por favor!