sábado, 7 de novembro de 2015

Poema solto

Não adianta tentar ludibriar os teus olhos internos
Eu passei por tua estrada
Deixei rasto e cheiro doce

Só nós sabemos o que vivemos e sentimos, mas não quero que me siga
Pois as marcas foram por desleixo
Não que me arrependa
O amor por ti, ainda respira, melhor ainda... Está vivo e suspira
Mas nem por isso floresce

Assim vamos vivendo e talvez até amando,
Você doando sentimentos à um nome que não é meu
Enquanto eu, num  rodopio sambado, vou nascendo em cada verso
Ao contrário de tua "moça" não sou eu que morro no ponto final

Mas deixo a porta aberta
Me visite vez ou outra para tomarmos aquele café
O mesmo que deixou esfriando ao lado do meu abajur
Enquanto ali, soFrida e Kahlada, lamentava tua ausência

Enquanto não dá as caras vou fazendo o inferno
Respirando amor alheio e me contentando com isso
Veja, talvez eu mude por completo
Ou apenas deixarei um bilhete com novo endereço

Sou poema solto, estou em tuas ideias e também em outras mil
Tenho duas casas e as duas são mutáveis
Uma sou eu e a outra
Só aqueles olhos moles e mareados podem te dizer....