quarta-feira, 22 de junho de 2016

Viver

Dizem que viver é uma aventura, mas as vezes observo algumas pessoas que mesmo estando vivas demonstram que estão mortas , são pessoas que aceitam a vida e apenas sobrevivem.

Vivem sem sonhos e uma vida sem sonhos é como o dia sem o sol e a noite sem a lua a vida não tem graça mas existe uma forma de viver que faça com que a vida valha a pena e essa forma de viver é viver intensamente e para isso é necessário viver cada momento como se fosse o ultimo porque na verdade, o importante não é o quanto tempo você vive mas sim o quanto de intensidade você coloca ao vivenciar cada momento.

É quebrar a rotina e isso envolve fazer as coisas de modo diferente do que se costuma fazer porque não adianta fazer as mesmas coisas sempre e esperar um resultado diferente , é dizer para quem você ama o que você nunca disse é ter uma atitude nunca tida para aqueles que amamos, é correr atrás dos nossos sonhos mesmo que pareçam impossíveis, porque se pelo menos não tentarmos realizar os nossos sonhos chegaremos na velhice com remorso de nunca ter tentado fazer aquilo que tanto queríamos.

É viver de maneira tal que as pessoas que convivem ao seu redor vejam e sintam o impacto que as nossas vidas causam na vida delas. Mude, curta, viaje, estude, leia, ame, seja amado, abrace, sorria, ajude, melhore, cuide, plante, viva. Sentir-se vivo não é apenas respirar e existir, é ter sempre um nó na garganta, aquele aperto no peito e várias borboletas no estômago!

sábado, 18 de junho de 2016

Catalepsia

Te quero por uma faísca que me pinga no olho,
coisa pouca e rala,
um pretexto talvez,
mas a vontade é viva,
pulsante...


Um quase nada que se espalha:
racional que te queima em verso e trova.
Emocional que te cria num contra fluxo de musica e prosa.


Me viro no avesso, me perco.
É um rebuliço estomacal misturado com insaciedade.
Admiro meus contornos no espelho e logo penso:
Que diabos é esse sentimento,
que faz de mim um tormento?


Logo entro em desespero,
coloco mais uma dose de whisky.
Chego a conclusão que tudo que me cerca é barulhento. 


Como cada fio do teu cabelo negro.
Que por descuido de teu ser,
se esparrama
e pelo frescor de minha visão um tanto míope,
muda o tom. 


Um tanto mais, cinzas no chão...
A ideia corre e morre em teus braços,
teus lábios mornos,
tua pele,
teus pelos...


Idealizo a tua entrada na igreja.
Tanto de branco, quanto de roupas negras.
Enlouqueço por cada negar, por cada andar,
por cada olhar. 


Olhar esse que desfaz o meu.
Que ofusca minha dignidade.
Faz de mim piedade.
A cada anoitecer.